Emmanuel - Flávio Venturini e Milton Nascimento

14 de set de 2011

Projeto:Viver em Família - Família e Responsabilidade


FAMÍLIA E RESPONSABILIDADE

       A vida em família é sem dúvida um dos pontos fundamentais na construção de valores dos indivíduos que a constituem. 
        O modo de pensar e agir exerce uma influência significativa no c omportamento uns dos outros. 
         A tomada de decisões, a escolha profissional, ou mesmo os caminhos religiosos, são muitas vezes direcionados pelo contexto do pensamento dominante no âmbito familiar. 
         Não queremos estabelecer aqui uma regra, visto sabermos que o Espírito traz consigo toda uma bagagem de suas existências anteriores e possui seu livre- arbítrio para trilhar os caminhos que acreditar serem os certos ou os melhores. 
        Por exemplo, uma criatura que vive em um ambiente de criminalidade nem por isso está fadado a ser criminoso, assim como outra criatura que vive em um ambiente onde vigore uma moral elevada pode não se constituir em exemplo de virtudes.
          A convivência no recanto doméstico, apesar de não determinar nossa maneira de agir e reagir diante das situações da vida, contribui para que venhamos a desenvolver ou remover qualidades e defeitos, latentes em nosso interior e que apenas aguardam um estímulo para virem a eclodir em ações. 
         Esse estímulo está justamente na atmosfera mental que criamos junto àqueles que se abrigam sob o mesmo teto que nós. 
        Sendo assim, poderíamos explicar, o que não significa justificar, que grande parte dos problemas atuais que a humanidade vem enfrentando na área social, e mesmo econômica, está intimamente relacionado com a desestruturação e  desconhecimento dos verdadeiros valores sob os quais as famílias deveriam ser erigidas.       
         Pouco  a pouco, a família vem se desintegrando e sendo remodelada pela revoluçãodos costumes, absorvendo vários  comportotamentos inadequados e contrários a suaverdadeira função que é fornecer o amparo em todos os sentidos aos vários membros que a compõe, contribuindo em seu crescimento intelectual e sobretudo moral. Um prova de que a estrutura familiar está comprometida é que hoje constitui- se uma família ou só com a mãe ou só com o pai através da famosa "produção independente". 
É fácil notar nisso um ato de profundo egoísmo ou egocentrismo por parte desses indivíduos. Veja- se que de há muito tempo entendemos como sendo família a união de um homem, uma mulher e seus filhos. 
Qualquer coisa fora disso deve ser analisado de maneira extremamente criteriosa e ser visto apenas como exceção e não como regra.
            Kardec imprimiu em sua bandeira :
solidariedade, liberdade e fraternidade. 
A presença ou ausência destes conceitos revelarão a evolução do organismo social e é sempre bom voltarmos a repetir. 
E, o que é a família, senão uma mini sociedade? Por esse ângulo, sentimo- nos tranqüilos em afirmar que a família moderna não progrediu muito.
Somos solidários e fraternos quando a crise não nos bate a porta. Quando ela ameaça- nos é cada um para si e Deus (para quem acredita) para todos.
              Liberdade? Oh sim, gostamos muito dessa palavra, mas o que realmente acontece é que as vezes sem o perceber acabamos por escravizar nossos familiares à nossa maneira de pensar, não lhes permitindo o raciocínio individual, limitando- os e tornando- os dependentes. 
Queremos que eles sigam a carreira que determinarmos, a religião com a qual nos afinizamos ou mesmo as 
tradições da família, que não raro trazem a herança (mental) de erros que vem se perpetuando pelos séculos. 
Às vezes chegamos a questionar se alguns casais estão criando filhos ou bichinhos de estimação.
Fala- se muito na falta de diálogo dentro de casa e isso realmente é grave problema. 
Ao mencionarmos essa palavra, subentendemos duas ou mais pessoas trocando informações na tentativa de encontrar soluções para as dificuldades. 
As coisas realmente funcionariam adequadamente se não esbarraremos na velha advertênc ia de Jesus para não sermos cegos guiando cegos. 
Trocar informações nem sempre resolve. 
É um começo, sem dúvida, mas não é garantia absoluta de que chegar- se- á ao domínio e superação dos problemas. Devemos observar que acima de tudo temos que buscar a verdade e "não querermos ser a verdade". 
Esse entendimento é essencial para que possa
haver diálogo e uma possível luz no fim do túnel. 
Um exemplo típico é ouvirmos os psicólogos dizerem que os filhos devem orientar- se sexualmente com os pais, manterem um relacionamento aberto. 
Mas, será que os próprios pais têm uma visão sadia, isenta de fantasias, maluquices e neuroses a respeito do sexo capaz de direcionar alguém?
Tantas vezes em nossas inúmeras entrevistas na casa espírita, verificamos que muitos adultos mal conseguem
orientar- se a si mesmos e não raro tomam o sexo como finalidade e não como conseqüência. 
Têm o mesmo como agente responsável por um relacionamento estável e feliz , ou seja, pelo sucesso ou insucesso de sua vida conjugal. 
Verifica- se imediatamente a falta de entendimento dos compromissos sagrados que são os laç os de família e a união de duas pessoas. 
Na grande maioria das vezes somos obrigados a concluir que estes não estão aptos a servirem de conselheiros ou exemplo a ninguém, muito menos aos próprios filhos.
Não nos aprofundamos em dizer o que é e o que não é família. 
Nos limitamos apenas em mencionar algumas das situações que podem trazer prejuízo a sua imagem. 
Quem quiser realmente entender a fundo o objetivo da mesma, aconselhamos o estudo do Evangelho de Jesus e da Doutrina dos Espíritos. 
O Espírito Emmanuel nos fornece ótima frase para começarmos: "a família é o primeiro degrau com que o Todo Poderoso nos induz a escalar o céu". 
Sem família, nos dizem os Espíritos da Codificação, voltaremos aos tempos da barbárie. 
Pensemos nisso e avaliemos nossa própria posição dentro daquela que constituímos ou da qual somos parte ou ainda se podemos servir de modelo para aqueles que 
caminham ao nosso lado.

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