Emmanuel - Flávio Venturini e Milton Nascimento

13 de mar de 2012

Projeto: Viver em Família - Perspectivas da União Conjugal


Perspectivas da União Conjugal

        É bastante conhecido o adágio popular que diz: “casamento é loteria”, com o qual se pretende significar que o êxito de uma união conjugal depende exclusivamente da “sorte”.
       Essa maneira de considerar o casamento, como bem se percebe, são fundamentalmente errôneas. Atribuem à Providência a ventura de uns e a infelicidade de outros (o que infirmaria a justiça divina), quando, em verdade, tais sucessos correm por conta do caráter e da maneira de proceder das pessoas.
       Existe uma tendência para supor-se que todo e qualquer casamento, aqui na Terra, teria sido objeto de planejamento no mundo espiritual, nos prelúdios da atual existência, com o acordo das partes, as quais, não obstante o esquecimento ocasionado pela reencarnação, seriam impelidas pelo “destino” a dar-lhe cumprimento.
        Pode ocorrer tais planejamentos, tanto para fins missionários como probatórios ou expiatórios. Mas isto não tem foros de regra geral, tantas uniões desditosas a má escolha do companheiro, cujas qualidades não foram devidamente examinadas, e outras fraquezas humanas, como a ambição, a futilidade, etc, sem recorrer a nenhuma hipótese fatalista.
      Tudo na vida obedece à lei de causalidade e os casamentos mal sucedidos, nesta análise, nada mais são que a conseqüência natural da ignorância ou da leviandade com que muitos se aventuram em coisa tão séria.
        O que acontece, comumente, é o seguinte:
    Vivem-no, pois, em estado de encantamento, estimulados pela atração física, evitando a menor alusão a episódios desagradáveis do passado de cada um, para entregarem-se apenas a devaneios e fantasias, no antegozo das deliciosas promessas do futuro.
      Mesmo quando um dos dois chega a observar no outro característicos comprometedores ou menos dignos, acreditam, ingenuamente, que o casamento os eliminará ou que terão forças suficientes para suportá-los, sem prejuízo da “eterna felicidade” com que sonham.
     Depois de casados, porém, ao conhecerem a realidade da vida, compreenderão que esta não é feita apenas de momentos românticos, exigindo-lhes, agora, árduos trabalhos e não poucos sacrifícios para os quais nem sempre estavam convenientemente preparados.
      Se não houver, então, concessões mútuas e esforço comum no sentido de ser estabelecido um “modus vivendi” aceitável, ou pelo menos suportável, a harmonia do lar será arruinada, e a felicidade conjugal, destruída. 

      *A vida em família / Rodolfo Calligaris
        

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