Emmanuel - Flávio Venturini e Milton Nascimento

17 de jan de 2012

Projeto: Viver em Famíia - A Família pede Socorro

A FAMÍLIA PEDE SOCORRO

     Deixamos aquela vidinha alicerçada nas referências familiares, no aconchego afetivo, e viemos urbanizar.
     Tudo por salário, que cinicamente é chamado de mínimo.
     O preço que pagamos foi o da desestruturação familiar.
     Agora, o pai é obrigado a deixar sua casa e partir em busca do tal emprego. Em pouco tempo a mãe se viu obrigada a ir à luta para ajudar no orçamento doméstico. E quem ficou com os filhos? Quem lhes passaria as referências afetivas?
     Esses pais saem de suas casas de madrugada, e voltam à noite, exaustos e com um enorme problema – um sentimento de culpa por estar cada vez mais ausentes da vida familiar.  
    Culpa que lhes rouba a autoridade de educar os filhos privados de suas presenças afetivas e a crescerem sem um mínimo de educação, quase que, totalmente sem limites.
    Esses pais, ausentes a semana toda, transformam-se em pais de final de semana, quando, na tentativa de aplacar suas culpas, dão tudo que a sociedade consumista tem para oferecer aos filhos, para não magoá-los mais.
    Com quem os filhos ficaram? Os pais mais abastados tentam terceirizar a educação deles por meio de serviçais, que afetivamente não lhes dizem respeito.
    Os pais marginalizados economicamente, na maioria das vezes, deixam em casa uma criança de dez anos, que toma conta de uma de oito, que toma conta, por sua vez, de uma de cinco.
    Crianças que são, desde cedo, obrigadas a sobreviver sem a presença das pessoas que, em princípio, seriam a fonte segura de referências afetivas para toda sua vida. Inseguras, numa sociedade complexa, as crianças tentam entender o que é ser um ser humano. Os contatos com os pais são mínimos, pois estão dormindo, quando os pais saem para o trabalho, e estão dormindo, quando retornam.
    Onde e com quem eles aprendem a estruturar sua humanidade?
     Quais são suas referências de valores humanos? O que lhes vai servir de matéria-prima na construção do caráter?
    Que tipo de informação formará o imaginário dessas crianças?
    Essa é a base ou alicerce, onde se poderá edificar uma vida humana com boa qualidade?
   Há décadas atrás a família era a fonte principal de referências na construção de valores e modos de ser.  
    Aprendia-se a ser um ser humano adulto dentro de um clima de afetividade e aconchego familial.
    A família era, em sua maioria, estruturada na convivência entre pai, mãe e filhos, tios, primos e avós, num mesmo espaço existencial, em que todos sabiam de todos, se preocupavam com todos. Briguinhas de família, alegravam-se ou entristeciam-se com as alegrias ou tristezas de todos. Oravam e dançavam juntos.
   Os filhos não perdiam os pais de vista durante um período longo do dia, porque os afazeres deles eram, quase sempre, ali por perto da casa, mesmo.
    Ora era uma retirada de leite das vacas, ora era uma capina na roça, ou coisa semelhante, própria de uma cultura de subsistência.
    E Hoje? Os tempos mudaram e com toda certeza o contexto familiar mudou, mas o que podemos fazer, para que não percamos tanto as referências na construção de valores dentro da família, das realidades de hoje?

*Buscando Sentidos / José Conceição Amaral

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