Emmanuel - Flávio Venturini e Milton Nascimento

18 de abr de 2012

Projeto Viver em Família: As Variações de Humor


AS VARIAÇÕES DE HUMOR   

        É fato da observação comum que todos nós, homens e mulheres, passamos, periodicamente, por variações de humor.
      Tem fase que sentimo-nos em paz com nós mesmos e com o mundo, encaramos os acontecimentos da vida com otimismo, experimentamos prazer em nos comunicarmos com os outros, damos expansão à alegria que nos vai pela alma, demonstramos possuir coragem suficiente para enfrentar quaisquer dificuldades, somo capazes de revelar coisas desagradáveis que nos aconteçam, e assim por diante.
     Já tem período que sentimo-nos desajustados no ambiente de trabalho e até em nosso próprio lar, não queremos conversa com ninguém, não achamos graça em nada, aborrecemo-nos com tudo e com todos, tornamo-nos irascíveis e intolerantes, pequenas contrariedades se nos afiguram de proporções exageradas, nossos ideais mais caros se amesquinham, chegando, por vezes, até à perda do interesse de viver.
      Essas variações ocorrem tão amiúde, e com uma tal intensidade, que fazem lembrar os casos de dupla personalidade. Passam, de súbito, da vivacidade para a depressão, e vice-versa, o que dificulta sobremaneira se tenha como elas um procedimento espontâneo.
      Precisa-se “estudar” sempre o que dizer-lhes e como agir com elas, porque uma brincadeira inocente, recebida de bom grado em determinadas condições de humor, pode, em outras, provocar melindres.
       É de toda conveniência, portanto, que os esposos aprendam a discernir esses ciclos temperamentais, no outro e em si mesmo.
     No outro, para desculpar-lhe o mau humor, as impertinências, na certeza de que em breve isso passará, e tudo voltarás às boas. Em si mesmo, para ter o cuidado de não tomar nenhuma atitude mais drástica, da qual, depois, muito terá que arrepender-se.
       É preciso que cada um dos cônjuges, ao perceber o mau-humor do outro, procure amenizar a situação, evitando, a todo custo, agastar-se também, para não suceder que, duplicado, esse mau sentimento faça a casa ir pelos ares.
    Um dos meios mais eficazes para dominar a depressão consiste em cultivar o bom-humor, adquirido o hábito de ver o lado alegre das coisas.


“Quanto te seja possível, suporta a esposa incompreensiva e exigente, ainda mesmo quando surja aos teus olhos por empecilho à felicidade.

Quanto estiveres ao teu alcance, tolera o companheiro áspero ou indiferente, ainda mesmo quando compareça ao teu lado por adversário de tuas melhores esperanças.

Não há purificação sem burilamento, como não há metal acrisolado sem cadinho esfogueante.”

Francisco Cândido Xavier, Emmanuel, “Coragem”

*A vida em família / Rodolfo Calligaris


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